XX - Compreensão - Parte 2
Ainda sobre compreensão, mas no sentido de relações a dois, não sei se com vocês é assim, mas às vezes me sinto como se estivesse jogando um jogo de cartas do qual não sei as regras.
Eu acho que, passando tanto tempo casado, perdi parte da evolução (ou involução) humana em relação ao amor.
Quando foi que tudo virou jogo? Quando foi que as redes sociais passaram a ditar as regras, e foi criado esse questionário doentio e exigente que, no fim das contas, não faz nada além de rotular as pessoas por pequenas frases e palavras que se fala, muitas vezes, ao acaso?
Quando foi que demonstrar interesse passou a te presentear com o rótulo de "emocionado", promovendo a indiferença a uma virtude?
Quando foi que o bom se tornou não dar a mínima? E quando foi que jogar joguinhos se tornou mais excitante que uma transa?
As pessoas não querem te conhecer, criança. Elas querem te testar, e o mundo hoje gira em torno disso. Querem ver quais demônios tu carrega, sendo que todos somos humanos e imperfeitos.
É opção demais, então as pessoas não sabem o que fazer, e precisam eliminar, cancelar, tirar da listinha.
Um exemplo dos testezinhos doentios da era digital: Uma pessoa te pergunta sobre seu(sua) ex.
Se você falar bem, ainda está apaixonado(a). Se for indiferente, é narcisista. Se falar mal, é psicopata. As pessoas ignoram os fatos e procuram respostas nas tabelinhas dos psicólogos decadentes de Instagram.
Gente, nem todas respostas estão nos guardanapinhos fodidos do Carpinejar ou sei lá qual desses cagadores de regra tu segue. A resposta está entre duas pessoas, e em como a frequência vai e volta entre elas, e é assim que é!
Por isso gosto de conversar face a face, e se não for assim, não funciona para mim. Até agora, eu só tive um relacionamento que realmente valeu a pena na vida, e começou assim, "olho no olho". E foi até onde deveria ir.
Sou um arcaico, um sobrevivente nessa era canceladora e hostil que avança apenas tendo como base a dor das feridas e o desejo de uma vingança hereditária, que acaba sendo aplicada em alguém que não tem nada a ver com o seu sofrimento.
Cada pessoa é uma pessoa. Reações são diferentes.
Eu mesmo, entrei nessa, por uma fase. No meu caso, tinha meus preconceitos com signos. Mas é hora de crescer e abrir mão dos preconceitos.
Menos aquário. Não mexo com aquário.
(Tô zoando)
Enfim, já que não sei jogar, fico no meu canto executando a trilha sonora, enquanto observo, de camarote vip, a agitada dança da cadeira cachoeirense.
(E tá lindo de se ver. Pena que não dá pra contar aqui... kkk)
Grande abraço e sorte no amor a todos!
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