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Mostrando postagens de agosto, 2024

XXV - Homem Banda

  No capítulo anterior, falei sobre como criei minha proposta musical com base em algo que estava faltando na noite da cidade, algo que não tinha. E contei como fui copiado, o que levou a uma saturação do mercado (o que sempre acontece por aqui, infelizmente).  Mas caras como eu não ficam sentados reclamando. E eu fiz o que sempre faço: me reinvento a cada mudança de fase. É assim no pessoal, no profissional, no amor... É quem sou. Uma fênix de cabelos sedosos e mechas prateadas . (Mmm lá ele)    Então, é hora de reiniciar o sistema. Preparar novidades e seguir em frente. E tô eu aqui agora, ensaiando dia e noite para tocar 5 instrumentos ao mesmo tempo.      O que eu posso fazer? Gente que nem precisa trabalhar começa a tocar na noite "por diversão", ou apenas para aparecer, junta uns amiguinhos pra brincar junto, e faz por um preço abaixo do mercado, sem perceber que está FODENDO com os coleguinhas de profissão.   Eu sei quanto preciso ganhar p...

XXIV - Tudo Era Mato

   “A imitação é a forma mais sincera de elogio” - William Bernbatch.   Quando voltei de São Paulo para Cachoeira, em 2019, já tinha meu plano preparado. A princípio, era dar um tempo, curar as feridas, como já contei nas primeiras postagens do blog. E então, começar meu projeto musical.   Naquele tempo, analisei o mercado da música ao vivo na cidade. E, conforme já haviam me falado antes mesmo de eu voltar, ninguém tocava nada parecido com meu repertório por aqui!   O que vou falar aqui pode soar arrogante, mas digo, sem medo de errar: Quando eu cheguei, tudo era mato !   Claro, notei que haviam boas bandas de cover, isso sempre teve por aqui, desde meu tempo de adolescência.    Mas alguém fazendo um voz e violão no bar que não fosse sertaNojo universOtário, pagode (que hoje em dia nada mais é do que sertanojo com pandeiro) ou o famigerado MPB pseudocult, não tinha. Então, vi aquilo como um sinal verde para a minha cuidadosamente elaborada propos...