XXVIII - Pra Onde Tenha Sol




  Finalmente, sai a primeira postagem do ano.


 Às vezes, é necessário um tempo para você refazer os planos, colocar as coisas no lugar e seguir em frente. E foi o que eu fiz: me dei um tempo.


  Nesses 4 meses, muita coisa mudou, não só na minha vida, mas na cidade, talvez no país. A verdade é que, depois do advento da enchente generalizada no estado, as coisas nunca mais voltaram a ser como eram. 


  E nós, que trabalhamos com entretenimento, acabamos não sendo prioridade. É claro que a gente entende.


  Mas é aquela coisa... Eu sou bom em sobreviver. E até que tomei decisões corretas nas horas certas, e as coisas, aos poucos, estão acontecendo.


  Voltei a dar aula, mas agora em uma escola. Isso está me fazendo muito bem, não só pelo fato de eu estar saindo da zona de conforto e vencendo limites, mas também para quebrar essa dependência do movimento noturno da cidade.


  Como já disse outras vezes, não sou um cara "da noite". Apenas encontrei ali uma fonte de trabalho. Embora, muitas vezes desde o ano passado, eu esteja sentindo como se a noite estivesse me expelindo dela. 


  Não vou descrever aqui as situações negativas que enfrentei de lá pra cá, porque não é esse o objetivo deste blog, mas a gente sente. Todo ser humano sente quando é tempo de mudar. 


  Agora, como será essa mudança, o tempo dirá, até porque eu aprendi a ver tudo com uma certa efemeridade, um pouco por as coisas desandarem quando estou bem empolgado, um pouco por não querer me empolgar tanto com mais nada.


  O negócio é encontrar prazer na vida que se leva. Se é impossível, algo está muito errado. E não falo de conformismo, falo de prazer real. Fazer o que faz teu coração vibrar.


  Eu odeio sentir frio, e situações frias estavam me perseguindo. Então, ao invés de reclamar, comecei meu caminho para o sol. 


  Já senti medo demais de perder coisas, de as coisas mudarem. Agora, não tenho mais tempo para sentir medo.


  Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou.



 


 

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