IV - Retorno, Tinder e Quarentena.

 Em Março de 2019, pisei novamente nas terras charmosamente entediantes da capital do arroz. Eu, meus dois gatos, meus livros e instrumentos, e um plano (que só executei quase 3 anos depois).

 Aluguei um apartamento (com bem poucos morcegos) no centro, e ali eu recomeçava a vida mais uma vez.

  Eu precisava dar um tempo. Dar um tempo para o amor, para o trabalho, e ficar em silêncio, buscar o prazer da minha própria companhia, ler bastante, sentir a terra natal, enfim, me curar.

  E o que eu fiz?

  O que a gente sempre faz nessas situações: o contrário.

  Eu tinha acabado de sair do segundo casamento de 7 anos... Eu não sabia o que fazer sem alguém do lado! Não me julguem. Haha.

  Então, comecei a me enrolar em confusões amorosas das quais eu nem precisava, entrei para aplicativos de namoro cujo objetivo eu nem sabia direito. (Até então, tivera duas traír... esposas e mais nada.) 

  Foi uma tragédia. Eu não estava cabeludo, e muito menos ON!

  Não passava de um nerd apatetado, com raiva do passado e medo do futuro, fingindo que estava tudo bem.

Me aproximei de pessoas que não devia, segui conselhos ruins, perdi tempo e até dinheiro.

  A única coisa útil dessa época foram meus ensaios com o Lucas. Ainda quando eu estava em Sampa, a gente começou a conversar sobre nosso projeto musical. E isso levamos a sério. 

  Tínhamos repertório e nosso som era legal. Podíamos ter começado ali mesmo, mas eu não estava emocionalmente pronto. E para lidar com arte e dar algo verdadeiro ao mundo, você precisa estar bem.

  Aí eu me enrolei com um lance amoroso nada a ver, e perdi tempo demais com outras coisas também, entre elas, ficar sem fazer nada. Era meu ano sabático e eu não aproveitei tanto quanto deveria. Mesmo assim, foi necessário.

  No começo de 2020, finalmente, eu e o Lucas resolvemos nos lançar ao mercado da música de bar...

  Fizemos duas apresentações experimentais (bem fora do que virou o projeto oficial, mas valeu o xp) e estávamos animados.


  Aí o Universo disse HAHA e veio a pandemia. E os bares fecharam. 

Me mudei para um apartamento em um bairro mais retirado, na parte alta da cidade (aquele que eu gostava e do qual fui expulso). Como a música seria uma atividade inviável, me equipei e comecei a fazer canecas personalizadas.

Restaram nossos ensaios insistentes durante os longos meses em que o Covid-19 ceifava vidas por todo canto, até que nem isso podia mais ser feito.

  Então esperamos... até Setembro de 2021, e o resto da história vocês podem ver aqui! 





  
 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

XXVIII - Pra Onde Tenha Sol

XVIII - Nada de Bom Acontece Depois das Duas da Manhã

VIII - "Deve Chover Mulher!"