XXV - Homem Banda

  No capítulo anterior, falei sobre como criei minha proposta musical com base em algo que estava faltando na noite da cidade, algo que não tinha. E contei como fui copiado, o que levou a uma saturação do mercado (o que sempre acontece por aqui, infelizmente).


 Mas caras como eu não ficam sentados reclamando. E eu fiz o que sempre faço: me reinvento a cada mudança de fase. É assim no pessoal, no profissional, no amor... É quem sou. Uma fênix de cabelos sedosos e mechas prateadas. (Mmm lá ele)


  Então, é hora de reiniciar o sistema. Preparar novidades e seguir em frente. E tô eu aqui agora, ensaiando dia e noite para tocar 5 instrumentos ao mesmo tempo. 

 
  O que eu posso fazer? Gente que nem precisa trabalhar começa a tocar na noite "por diversão", ou apenas para aparecer, junta uns amiguinhos pra brincar junto, e faz por um preço abaixo do mercado, sem perceber que está FODENDO com os coleguinhas de profissão.


  Eu sei quanto preciso ganhar por apresentação, e vendo meu trabalho por um preço justo, sem me desvalorizar nem supervalorizar. E é IMPOSSÍVEL o que estou vendo por aí pelo preço que estão vendendo. É gente sem noção, fazendo só pelo prazer da concorrência deliberada, se utilizando da regra do capitalismo de que não basta lucrar mais, é preciso destruir a concorrência. Mesmo perdendo dinheiro.


 Se tem gente vendendo um trio pelo preço de um músico, o que eu faço? Me torno um trio.


 E é aí que surge o ESPETACULAR FE BORCHHARDT ONE MAN BAND, O Delício, O Jesus dos Bares, O Pai de Gatos, A Fênix do Cabelo Bom, O Zero Lactose, O Diferentão, O Roqueiro Careta, O Que-Não-Toca-SertaNojo.


  E tem mais novidades chegando, tanto em repertório quanto em equipamento. O governo não me deu dinheirinho de benefíciozinho, porque não sou do tipo que lambe cu dos outros pra conseguir benefício, mas azar o meu. A gente trabalha e investe e faz acontecer.


  O Homem Banda tá ON! Vem prestigiar e ver do que eu falo!!


  Beijo do Biludo.





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